Botafogo

João Paulo fala da lesão e projeta: “Minha expectativa ainda continua voltar esse ano”

Jogador se machucou no dia 17/3, e sete meses e meio depois, vive a expectativa de voltar ainda esse ano

Após mais de sete meses, João Paulo voltou a falar com a imprensa. Entre os pontos citados, João Paulo falou da situação do time, da expectativa de voltar ainda esse ano, sobre os treinos, as dores, os medos, entre outros pontos; confira.

EXPECTATIVA E PREVISÃO DE RETORNO

Uma lesão séria, grave, eu nunca tinha passado por algo parecido, mas está ocorrendo tudo bem. Muito se falava do prazo de seis a oito meses, então eu ainda estou dentro desse período, sendo que estou com sete meses e meio. Minha expectativa ainda continua pra voltar esse ano. Estou tendo uma evolução satisfatória no treino, mas as vezes ainda sinto dores na região, um pouco de dores musculares que fazem parte do processo. Minha esperança, meu desejo, não posso dizer quando, mas acredito que ainda esse ano eu posso voltar.

RECEIO DE DIVIDIDAS 

Já estou algumas semanas trabalhando a questão do contato físico. No início foi o fator mais difícil, mas hoje bem melhor. Eu ainda tenho um pouco de receio em uma dividia mais forte, mas acredito que dia pós dia isso vai sumindo.

BOTAFOGO FOI O QUE MAIS SOFREU COM LESÕES EM 2018

Acho que a lesão faz parte e acontece em todos os grupos. Se você analisar, todos os grupos ai do Brasileiro acontecem as lesões e isso é natural. Aqui as lesões foram um pouco mais séria. Acho natural, mas claro, ninguém gosta.

AINDA SEM DATA DE RETORNO

Não sei precisamente quanto tempo estou treinando, mas a evolução está boa e eu to ficando bem mais próximo de voltar. Não posso dar uma data, mas a evolução está boa. Acredito que se eu continuar evoluindo, voltarei em breve.

QUASE 100% CLINICAMENTE

Clinicamente eu estou próximo dos 100%, pois ainda sinto algumas dores no local. Caso eu volte ainda esse ano, muito difícil de eu atuar os 90 minutos. Jogar 90 minutos só em 2019. Por eu ter ficado quase quatro ou cinco meses sem fazer trabalho muscular, o departamento médico e fisiológico estão tendo muito cuidado com essa parte comigo.

MEDO

Essa é a parte mais difícil. Teve momentos que eu me perguntei se ia voltar a jogar, momentos que eu me perguntei se ia voltar a jogar em alto nível. Isso foram várias vezes. Tinha dia que eu treinava e me empolgava e achava que eu ia conseguir voltar, no dia seguinte sentia muitas dores e descia um degrau. Mas como eu disse antes, agora estou conseguindo manter uma regularidade nos treinamentos.

PARTE MAIS DIFÍCIL DA RECUPERAÇÃO

Quando eu voltei a parte do campo, começar os trabalhos, as dificuldades apareceram, de fazer os exercícios, acho que esse foi o momento mais difícil psicologicamente. Foi um período longo, por uns dois meses seguidos foi essa briga psicológica.

SOBRE RILDO

Na época ele foi no hospital, um dia depois do ocorrido, depois não nos falamos mais. Mas eu deixei bem claro que foi do jogo, que faz parte do futebol e vida que segue.

PASSATEMPO

Meu filho nasceu em maio e eu pude focar nele e desviar um pouco essa reabilitação. Foi muito bom e saudável.

ANSIEDADE PRA VOLTAR E RECADO PRA TORCIDA

Ansiedade existe, desde março. Infelizmente vivemos uma situação que não é agradável. É muito ruim ver isso de fora, queria estar dentro de campo com meus companheiros, mas por outro lado tenho que ter paciência, pra voltar pra dar 100%, se não eu vou me prejudicar e prejudicar os meus companheiros. Queria aproveitar e falar que aqui não tem nenhum vagabundo, sei que estamos vivendo um momento difícil, a torcida está chateada, abatida, assim como a gente também está. Queria fazer um apelo, que nesse jogo de domingo eles venham, nos ajude. Aqui tem um grupo que trabalha, tem gente que não dorme direito durante a noite.

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