Flamengo

“Foi especial eu voltar e em 6 meses conseguir conquistar duas taças” diz Rafinha em live a FlaTV

O lateral-direito foi mais um jogador convidado na live nas redes sociais do Flamengo. Falou sobre sua trajetória já vitoriosa com a camisa rubro-negra.

Na noite desta quarta-feira a FlaTV recebeu Rafinha para um bate-papo. O lateral-direito que tem uma lista extensa de títulos ao longo de sua carreira, falou sobre o momento em que o elenco Rubro-Negro ganhou força na Libertadores. O desafio de voltar a jogar no Brasil após 14 anos fora e a escolha pelo Flamengo. O jogador que iniciou a participação pedindo orações para Jorge Domingos, massagista do clube que está internado, com suspeita de Coronavírus, terminou a live tocando samba e soltando a voz.

Confira um pouco do que foi a entrevista:

Covid-19

– É um momento muito perigoso, muito delicado, a gente tem que se prevenir mesmo, usar tudo que for possível, máscara, luvas, para que a gente possa estar dificultando o máximo de ser contaminado por esse vírus que ta atrasando o lado de todos nos e levando muitas vidas.

Trajetória

– Eu cheguei no Curitiba em 2001, fiz a base toda lá. Em 2004, o professor Antônio Lopes me puxou para o profissional. Me deu a oportunidade, joguei alguns meses e fui convocado para a seleção sub-17 e depois para a sub-20.

Posição inicial

– Eu era atacante, cheguei na base do Coritiba de atacante, e ai o professor Netinho falou: “quero ficar com você no Coritiba. Mas eu vejo você como lateral”. Ele colocou isso na minha cabeça, ai eu peguei gosto pela posição e virei lateral.

2019

– Foi um ano especial porque depois de tanto tempo na Alemanha, resolvi encarar esse desafio e jogar aqui e escolhi o Flamengo. O Braz e o Spindel foram na Alemanha conversar comigo. Tivemos várias reuniões. Uma mudança muito difícil para mim e minha família, depois de 14 anos fora do Brasil. Já tinha minha vida lá, minhas raízes na Alemanha. Foi especial, porque eu voltar e em 6 meses conseguir conquistar duas taças como o Brasileirão e a Libertadores e poder continuar jogando bem como eu vinha jogando e dar continuidade. Também teve o nascimento do meu filho, 2 de agosto, Luquinha, já veio com pé quente também, chegou e foi campeão, para coroar.

Primeira jogada pelo Flamengo

– Foi o cartão de visita, eu tava na lateral,  jogo foi 11h da manhã, nunca tinha jogado esse horário na minha vida. Eu estava vindo das férias, viraram uma bola para mim, na segunda bola que peguei no jogo, deu uma arrancada, sai dando uns chapéus no jogador do Goiás e a torcida levantou. Um lance que ficou marcado, primeiro jogo no Maracanã., Gabigol ainda pegou de primeira, se ele faz o gol ali também era para finalizar mas foi bom, a jogada foi boa.

Libertadores

  • A gente sabe que a torcida do Flamengo estava carente de títulos. É complicado jogar em um time tão grande como o Flamengo e a torcida quer resultado tão rápido. O jogo que deu vida para nos, do Emelec foi a chave, para poder respirar, o jogo da volta, foi o jogo que mostrou que a gente podia colher coisas grandes no final. Eu como estava muito tempo na Europa, sabia que o Mister tinha condições,  tinha essa capacidade, porque os atletas que ele tem sob seu comando são de muita qualidade. Depois do Emelec, ninguém parou mais a gente.

Torcida Rubro-Negra

Surpreendeu pelo fato de ver de perto a força da torcida do Flamengo, não é porque eu to no flamengo. A torcida é diferente, faz a diferença nos jogos, as vezes a gente não ta legal, quando ta perdendo, a torcida joga junto. Acho que essa força deu certo, eu também sou um jogador de muita garra, acho que esse casamento deu certo.

Gol no Vasco

Clássico contra o Vasco, que terminou em 4×4, Rafinha comemorou em alusão a Edmundo. Foto:Alexandre Vidal/Flamengo.

– Para mim foi meu mas o árbitro acabou dando gol contra. Sempre faço gol em clássico. Aquele gol foi meu, a comemoração foi legal também, lembrando o que o Edmundo fez naquela vez mas foi bacana.

Gols de falta

– Mister sempre cobra que não estamos fazendo muito gol de falta. Temos grandes baterores. Nosso time ta sofrendo muita bola perto da área, conseguimos fazer muitos gols sem ser de falta, gol em movimento, eu até prefiro. Saindo gol de qualquer jeito é bom. Gol meu é igual natal, uma vez no ano, uma hora sai. Lateral não faz muito gol. Se sobrar uma, vou procurar fazer um golzinho para a torcida do Mengão.

Maior ensinamento do Guardiola

– Eu aprendi muito com o Guardiola. Ele foi o treinador que mais joguei, 120 partidas em 3 anos. O que mais eu pude aprender com ele foi a posse de bola, ficar com a bola o tempo todo, correr menos, ter mais possibilidade de criação, ficar sempre coma bola a favor do nosso time.

Amizades com jogadores na Alemanha e Itália

– Falo com eles, estamos sempre conversando, trocando mensagem. No futebol, essa amizade que a gente cria é muito grande, passa mais tempo dentro do clube do que com as nossas famílias, são tantos jogos, viagens. Todos eles, hoje já sabem tudo do Flamengo, até se interessam pelo assunto.

Personagem do Flamiguinhos, o canal infantil do Flamengo

– Uma coisa surreal, estar participando de um desenho, a criançada toda mandando mensagem, falando que gostaram do vídeo. O Xande e o Arlindinho também e eu que gosto de música, participar desse Flamiguinhos com essas feras do samba, foi extremamente legal virar personagem de desenho, bacana.

Infância

Eu sempre fui uma criança muita agitada, bagunceira, não parava em casa, minha mãe ate brigava que eu ficava o dia inteiro na rua, só ia em casa para comer e voltava na rua para brincar. Morei em Londrina, no Xangrila onde dei meus primeiros chutes na bola, jogava com meus amigos, na escola também.  Em 91 fiz uma avaliação no Grêmio Londrinense, voltei em 92, joguei quase 10 anos futebol de salão. Em 95 comecei a jogar futebol de campo no PSTC. Abandonei o salão no ano 2000 e fiquei só no campo.

Samba

– Aprendi a gostar de samba com meu irmão, Marquinhos do pandeiro, lá em Londrina tem um grupo de samba. Então eu desde novinho, comecei a acompanhar ele, quando ia jogar, sempre tinha um pagode, fui conhecendo, pegando gosto e virei um sambista. Gosto muito, procuro sempre me a profundar na historia, para aprender um pouco mais. Agora no Rio de janeiro, praticamente no berço do samba, tanta gente boa, tanto compositor, gente que carrega a bandeira do samba, do pagode. Tô vivendo um sonho.

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