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Demetrious Johnson no ONE Championship

O peso leve Eddie Alvarez deixou o UFC para o ONE Championship, dizendo que não era o único e que uma barca o acompanharia. A barca ainda não se concretizou, mas Demetrious Johnson (27-3-1), um dos campeões mais dominantes do Ultimate, tendo defendido o cinturão peso mosca por 11 vezes, agora também é atleta do ONE.

Johnson, apelidado de “Mighty Mouse”, afirmou que está indo para um ambiente que lhe agrada muito mais, uma vez que o UFC tem se tornado um espetáculo de trashtalking, o que, para ele, distorce o verdadeiro espírito de um lutador de MMA. Ele não falou nada fora do atual cenário da organização, o UFC 229 que culminou em briga entre as equipes de Nurmagomedov e McGregor, é exemplo que o acontece fora do octógono, por vezes sobrepõe o que acontece dentro. Johnson disse em entrevista coletiva “Nunca fui fã da forma que as pessoas promovem suas lutas na América do Norte. Vejo isso como uma forma de bullying usada pelos atletas, como uma forma de ganhar seguidores. Quando um atleta pergunta  para  outro no Twitter ‘por que você ainda não assinou o contrato?’, para mim, isto é uma forma de bullying. Tudo que isso causa é estimular as pessoas a irem no Twitter ou redes sociais e dizerem ‘você está com medo, você não quer a luta, você é um frango.’ Quando vejo atletas profissionais fazendo isto, tentando incorporar o espírito de um artista marcial, sinto um gosto ruim na boca.”

Na nova fase, espera ter uma base de fãs que valorizam mais o que acontece no momento das lutas “Está no DNA de todo mundo na Ásia. Se trata de respeito e promover a luta da forma certa, como um verdadeiro artista marcial: entramos lá e testamos nossas habilidades uns contra os outros. Não tem nada pior do que quando estou na academia treinando e alguém diz ‘cara, se você quer vender mais e ter seu nome na próxima caixa de cereal, você precisa fazer mais trashtalking.’ Eu não sou assim, não sou de confronto. Pratico artes marciais porque é algo que eu amo e isto ajuda a expressar meus sentimentos. Sou um artista quando estou competindo. Não quero falar muito atacando pessoas ou causar uma grande cena.

Essa visão está em consonância com a de Chatri Sityodtong, fundador do ONE, que afirmou não ter interesse em contratar McGregor, caso houvesse esta possibilidade. A afirmação foi logo após o irlandês ter atacado um ônibus que levava atletas do UFC 223, atitude que depois foi usada como promoção para a luta contra Nurmagomedov. O que demonstra até onde está indo o apelo para polêmicas.

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