Flamengo

Opinião: Uma vitória com cara de time campeão

Flamengo soube controlar o time do Athletico para quebrar tabu de quatro décadas e meia

Não sabemos se o Flamengo, de fato, será o campeão brasileiro ao fim da competição. Mas o time comandado por Jorge Jesus demonstra a cada rodada que está pronto para isso.

De volta à Arena da Baixada, onde estreou pelo Flamengo em julho, Jesus tinha uma árdua missão: acabar com um jejum de vitórias que já durava 45 anos. A última vez que o Flamengo tinha vencido o Furacão em Curitiba por Campeonato Brasileiro foi no longevo ano de 1974. A Arena da Baixada, casa do Athletico, sequer existia. Sua inauguração foi em 1999, e desde então, o time da Gávea jamais tinha vencido lá em Campeonato Brasileiro. Até o dia 13 de outubro de 2019.

Eram 20 jogos, com 13 derrotas, seis empates e apenas uma vitória, que foi válida pela Copa Sul-Americana de 2011, diante de um time reserva dos paranaenses.

O início não foi como o flamenguista está acostumado a ver. Jogando em casa, o campeão da Copa do Brasil começou a se impor e foi tentando marcar a saída de bola do Flamengo. Com o apoio vindo das arquibancadas, parecia que o Flamengo podia perder a invencibilidade depois de 11 jogos no campeonato nacional. Mas o Flamengo de Jorge Jesus é maduro. Como o próprio técnico disse, “são três meses que parecem três anos à frente do clube”.

O Flamengo aguentou a pressão e não mudou a forma de jogar. Sentiu o jogo do Athletico e estudou o adversário. E então começou o ataque. Arão, Gérson e Éverton Ribeiro parecem que jogam juntos desde a época de escolinha de futebol. O Flamengo foi dominando o meio-campo e fez o feitiço virar contra o feiticeiro. Se no início era o Rubro-Negro do Paraná que marcava a saída de bola, nos minutos finais da primeira etapa foi o líder do campeonato que fez isso. E errar diante desse time pode ser fatal. Foi.

Bruno Henrique comemora o primeiro gol do jogo (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

O goleiro Léo saiu errado e Bruno Henrique recuperou dentro da área para abrir o placar e marcar o seu 22º gol na temporada. Bruno Henrique poderia ter feito dois gols no primeiro tempo. Lucas Silva, surpresa no time titular, foi derrubado dentro da área perto dos 20 minutos. Pênalti marcado, mas que o árbitro Bráulio da Silva Machado, com o auxílio do VAR, anulou. Tal decisão gerou revolta pelo lado flamenguista.

Diego Alves brilha e para o ataque paranaense

Dizem que todo grande time começa por um grande goleiro. E neste Flamengo não é diferente. Após falhar em alguns jogos no início da caminhada de Jorge Jesus e ter a titularidade contestada, o arqueiro rubro-negro mostra porque é um dos melhores do país na posição, quiçá do continente. Thonny Anderson tentou aos 16′ e parou no goleiro. Thiago Heleno cabeceou aos 29′ e viu o goleiro voar para defender. Aos 34′ foi a vez de Rony ver o goleiro crescer. Aos 36′, novamente Thonny Anderson. Aos 48′, Rony. E isso foi só no primeiro tempo.

No segundo, Arão vacilou e Thonny Anderson teve a terceira chance de marcar aos dois minutos. À queima-roupa, Diego Alves mais uma vez salvou o líder do campeonato.

Diego Alves foi o melhor em campo (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo)

O Athletico se lançava ao ataque e buscava o gol de qualquer forma. Não conseguia porque o Flamengo, maduro, sabia se defender.

Aos 45′, Éverton Ribeiro prendeu a bola na linha de fundo e puxou dois marcadores, que deixaram Renê livre para invadir a área e tocar para Bruno Henrique fazer o 23º na temporada e fechar o placar.

E foi assim que o Flamengo venceu após 45 anos em Curitiba. Ainda não tem nada definido, mas essa é uma vitória que ao final do campeonato faz a torcida olhar para a campanha e lembrar desse jogo como jogo-chave. Faltam ainda 13 jogos, mas o Flamengo mostra que já está pronto para levantar a taça pela sétima vez.

 

* Este texto não representa, obrigatoriamente, o ponto de vista da Rádio Opinião.

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