Vasco da Gama

Problemas de organização: dentro e fora do campo – A retrospectiva 2018 do Vasco

A irregularidade foi uma das marcas da temporada vascaína

A temporada do Vasco ficou marcada pelos problemas políticos, financeiros e dentro de campo. Mesmo com 3 técnicos diferentes a desorganização defensiva e as falhas individuais foram presentes durante a toda a temporada. O Vasco foi vice-campeão do Campeonato Carioca, 3° colocado em seu grupo da Libertadores, eliminado nas oitavas de finais na Copa do Brasil e no Brasileirão foi o 16º colocado. No primeiro ano de mandato de Alexandre Campello aconteceu também grandes mudanças no elenco. Com o fim da temporada o Vasco pensa na saída de jogadores para equilibrar as contas. Confira como foi a temporada 2018 do Gigante da Colina, Vasco da Gama.

A pré-temporada vascaína

A chegada de Zé Ricardo na temporada de 2017 contribuiu com o time se afastando da zona de rebaixamento e a classificação à Libertadores. Com o sucesso obtido, Zé Ricardo permaneceu para a temporada de 2018, e o técnico logo sugeriu melhoras nas instalações de São Januário, sendo assim a equipe assinou um contrato para nos próximos 3 anos utilizar o CT das Vargens, que após reforma em setembro passou a ser chamado de CT do Almirante.

Alexandre Campello era parte da chapa que tinha Júlio Brant como candidato, mas dias antes abandonou a chapa e se uniu ao grupo de apoiadores de Eurico Miranda (Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

O início de ano foi conturbado, marcado pelo tenso ambiente político em São Januário, afetando o planejamento do futebol. O Vasco abriu mão de disputar a Florida Cup faltando semanas para o início da mesma e até mesmo Eurico Miranda, presidente em exercício na época, afirmou não ter passagens para o clube viajar ao Chile para enfrentar o Universidad de Concepción pela Pré-Libertadores. Chegou ao ponto de ter interferência jurídica no clube. Com os problemas internos, uma determinação judicial obrigou uma administração conjunta entre Eurico Miranda, Julio Brant e Fernando Horta, até a eleição no conselho deliberativo que viria a definir o novo presidente do clube fosse realizada. No dia 20 de janeiro, Alexandre Campello foi eleito presidente do Vasco para o triênio (2018-2021). Com a transição na presidência do clube, algumas das dívidas vascaínas foram reveladas e mostraram a real situação financeira do Vasco da Gama.

O Campeonato Carioca e a Pré-Libertadores

O campeão Carioca da edição passada era o Vasco, a direção e os torcedores do clube ainda viviam a expectativa da classificação à fase de grupos da Libertadores. Mas o primeiro jogo na temporada terminou em derrota. Em um São Januário vazio, já que estava de portões fechados, o Bangu venceu o Vasco por 2 a 0 e no decorrer do campeonato o Gigante da Colina ainda perdeu para a Cabofriense por 2 a 1 com um gol de desempate aos 45 minutos do segundo tempo. Mesmo com as vitórias de 4 a 2 em cima do Nova Iguaçu, o 3 a 1 aplicado no Volta Redonda e o empate em 0 a 0 com o Flamengo, o Vasco da Gama acabou de fora da fase final da Taça Guanabara pela primeira vez em 7 anos.

Martín Silva pode sair do Vasco. O goleiro foi importante no primeiro semestre do ano (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

A estreia na Libertadores da América de 2018 foi em uma vitória por 4 a 0 sobre o Universidad de Concepción no Chile. Esta foi a primeira partida oficial internacional do Cruz-Maltino oficial desde 2012. No jogo de volta em São Januário, uma partida sem sustos para o Vasco e 2 a 0 no placar, a equipe avançou com facilidade pelo time Chileno e o adversário na próxima fase seria o Jorge Wilstermann da Bolívia. Após vencer por 4 a 0 o Jorge Wilstermann em casa, aconteceu o que parecia impossível. O Vasco é derrotado pelo mesmo placar no jogo de volta, a bola aérea se mostrou um problema. Nos pênaltis, Martín Silva defendeu 3 pênaltis e classificou o time da Colina para a fase de grupos da CONMEBOL Libertadores 2018. A derrota para o Jorge Willstermann foi a com maior diferença de gols sofridas pelo Vasco em toda a história da competição.

Iniciava-se a Taça Rio, a sensação era de que o pior já havia passado, a equipe mostrou ter problemas na Taça Guanabara e na goleada sofrida na Bolívia, a expectativa era de um Vasco renovado, onde Zé Ricardo estivesse começando a ajustar estes problemas de criação e os defensivos. O treinador então decidiu colocar os reservas em campo contra a Portuguesa, o resultado foi uma derrota por 1 a 0. Um time apático, sem entrosamento e criatividade, porém a partir desta partida, foram 4 vitórias e um empate, sendo a última das vitórias, por 3 a 2 contra o Botafogo, a que garantiu o Vasco classificado em primeiro para a fase final da Taça Rio. Na semifinal, o reencontro entre Vasco e Botafogo. A partida foi bem movimentada, mais um 3 a 2, desta vez para a Estrela Solitária. Em duas partidas o Vasco havia sofrido 5 gols sendo 3 deles de cabeça, o que mostrava que o problema das bolas aéreas persistia.

O Gigante da Colina fica em 3° na classificação geral e avança as semifinais do Campeonato Carioca, encarando o 2° Fluminense. Vasco 3 a 2 no Fluminense e um herói improvável, o lateral-esquerdo Fabrício fez o gol da vitória vascaína aos 50 minutos do segundo tempo, o Fluminense tinha a vantagem do empate. O lateral vascaíno, ficou marcado após falha no primeiro gol Tricolor e foi vaiado pela torcida em todos os momentos que tocava a bola.

Joel Carli estava sozinho na área no momento em que marcou o gol que levou a final a ser decidida nas penalidades (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Na final, o Vasco decidiu o título Carioca com o Botafogo. E na primeira partida mais um placar de 3 a 2. O Alvinegro sai na frente, mas leva a virada e empata ainda no primeiro tempo, assim como na semifinal contra o Fluminense o Cruz-Maltino desempatou praticamente no último lance da partida, dessa vez com Andrés Ríos. A partida de volta foi aberta, as duas equipes buscavam o gol, no primeiro tempo o Vasco foi superior e teve boas chances com Riascos e Pikachu, com o lateral Fabrício expulso o Botafogo equilibrou a partida. No início do segundo tempo o Botafogo com um jogador a mais em campo, conseguia criar boas chances mas parava em Martín Silva. Chegando ao fim de jogo o Glorioso também teve um jogador expulso, mas isso não impediu de Joel Carli aos 49 minutos do segundo tempo fazer 1 a 0 e forçar a decisão dos pênaltis entre o Botafogo e Vasco. O vascaíno que tanto comemorou com os gols no fim das partidas, assistia o Gigante da Colina ir para as penalidades com a confiança abalada. Bem que Martín Silva tentou, o uruguaio defendeu a cobrança de Rodrigo Pimpão, porém Werley e Henrique pararam em Gatito Fernández. O Vasco era vice-campeão do Campeonato Carioca, depois de dois títulos estaduais em cima do Botafogo.

O técnico Zé Ricardo, Yago Pikachu, Desábato e Paulinho entraram na seleção do campeonato.

Campanha no Estadual: 15 jogos, 8 vitórias, 2 empates e 5 derrotas – um aproveitamento de 57,77%. Foram 28 gols feitos e 23 gols sofridos.

Artilheiro na competição: Andrés Rios com 5 gols.

A Libertadores da América

A classificação do Vasco para a Libertadores foi um presente para os torcedores, a última Libertadores da equipe havia sido disputada em 2012. E era realmente algo a ser comemorado, nesses 6 anos fora da Libertadores foram 2 tentando escapar do rebaixamento e outros 2 disputando a Série B.

Classificado, no Grupo E, o Vasco tinha a companhia do Cruzeiro, Racing e Universidad de Chile, este era considerado por muitos o “Grupo da Morte” da Libertadores. A estreia foi contra a La U em São Januário, casa cheia, teoricamente tinha tudo para ser a partida mais fácil, levando em conta o nível dos demais adversários. O resultado final do jogo? 1 a 0 para a Universidad de Chile. O Vasco parecia nervoso com a estreia, não conseguia pressionar os chilenos e dava espaços para a La U criar. Quando conseguiu se organizar em campo teve boas chances e chegou a colocar uma bola na trave. No segundo tempo, a paciência dos torcedores foi começando a terminar com a sequência de passes errados, enquanto isso, Paulão sofria com Ángelo Araos na esquerda e aconteceu algo previsível, o meia chileno ganhou de Paulão na corrida e deu a vitória para a La U.

A derrota para o Racing deixou o Vasco na lanterna no grupo da Libertadores (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Na rodada seguinte, o primeiro ponto vascaíno na competição, um empate em 0 a 0 com o Cruzeiro. Uma partida morna, onde mais uma vez o Vasco mostrou seus problemas na criação. Numa tentativa de melhorar a situação da equipe, Zé Ricardo mudou a formação. O time passou a ter 3 volantes, Bruno Silva entrou no time titular no lugar de Paulinho e Yago Pikachu voltou a jogar em sua posição de origem, a lateral direita. Mas o novo esquema tático não funcionou e mesmo com Martín Silva defendendo 2 pênaltis o Racing venceu o Vasco por 4 a 0. Na 4ª rodada da Libertadores, novamente frente a frente com o Racing, logo no início do segundo tempo o Vasco ficou com um a menos, Desábato foi expulso, mas a equipe se superou e Wagner empatou a partida aos 35 minutos da etapa final, tudo igual no placar e o Vasco na lanterna do grupo.

Na penúltima rodada da fase de grupos, uma das marcantes derrotas da campanha. O torcedor vascaíno não deveria esquecer, e sim usar a partida como exemplo de algo que não pode mais se repetir. O Cruzeiro atropelou o Vasco e aplicou uma goleada de 4 a 0 na Colina Histórica. A torcida já não tinha mais esperanças em classificação, o Cruz-Maltino não tinha criatividade e era derrotado, quando criou chances levou uma goleada, restava lutar pela 3ª colocação que daria uma vaga na Sul-Americana. E a partida era contra a La U, desta vez no Chile, o Vasco chegava para a partida como lanterna, sem nenhuma vitória na fase de grupos, 1 gol feito e 10 gols sofridos em 5 partidas disputadas. Bastava apenas um empate para a Universidad de Chile se manter na 3ª posição. Pela primeira e última vez no Grupo 5 da Libertadores de 2018 o Vasco saiu vitorioso, 2 a 0 na La U. O Gigante da Colina sai eliminado, mas ganha uma vaga na Sul-Americana como consolo.

*Campanha na Libertadores: 10 jogos, 4 vitórias, 2 empates e 4 derrotas – um aproveitamento de 46,66%. Foram 13 gols feitos e 14 gols sofridos. *Cálculo feito com as partidas da Pré-Libertadores.

Artilheiro na competição: Yago Pikachu com 4 gols.

Copa do Brasil

Classificado para a Libertadores, a equipe disputou a Copa do Brasil a partir das oitavas de finais, logo na estreia uma derrota por 3 a 0 para o Bahia em Salvador. Um dos problemas do Vasco ficou bem claro nesta partida.  A defesa vascaína não suportava uma pressão ofensiva por muito tempo, em algum momento acontecia alguma falha individual ou do sistema defensivo, por fim cedendo gols ao adversário.

Mesmo com a eliminação, o torcedor reconheceu o esforço da equipe para reverter o placar (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

A missão era difícil, o Vasco tinha um novo treinador, Jorginho em sua segunda passagem por São Januário. A equipe precisava de uma vitória por 4 gols de diferença ou de vencer por 3 a 0 para levar para as penalidades. O Cruz-Maltino jogou bem e dominou a partida, aos 19 minutos do segundo o Vasco precisava de apenas mais um gol para levar para a disputa dos pênaltis. Enquanto isso, o Bahia não se importou em atacar e se aproveitava do nervosismo da equipe vascaína. Antes do fim do jogo ainda aconteceram duas expulsões e a partida terminou com uma vitória por 2 a 0 no Bahia e a eliminação.

Campanha na Copa do Brasil: 2 jogos, 1 vitória e 1 derrota – um aproveitamento de 50%. Foram 2 gols feitos e 3 gols sofridos.

Artilheiro da competição: Yago Pikachu e Andrey com 1 gol.

Copa Sul-Americana

O Gigante da Colina teria ainda mais uma chance nas competições internacionais, a partir da 2ª fase da Sul-Americana. O adversário foi a LDU, a primeira partida na altitude de Quito e mais uma vez as falhas individuais prejudicaram o Vasco, Bruno Cosendey errou passe no meio e originou a jogada do primeiro gol, e Ricardo falhou na saída de bola antes do segundo. Com a vantagem no placar a LDU passou a administrar o resultado até que aos 7 minutos do segundo tempo, Kelvin levou uma entrada na área e o árbitro apitou o pênalti. Thiago Galhardo converteu o pênalti e diminuiu a vantagem no placar, nesta fase da Sul-Americana havia a regra de gol fora, sendo assim este era um bom resultado para o jogo da volta.

O Cruz-Maltino jogou de igual para igual e parecia não se afetar com a altitude, até que aos 41 minutos do segundo tempo, Anangonó fez o segundo dele na partida, o terceiro da LDU. Final de jogo, derrota por 3 a 1 para a LDU.

Thiago Galhardo foi a esperança do Vasco na Sul-Americana (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Na volta, em São Januário, o Vasco desperdiçou muitas chances, finalizou 36 vezes e converteu em gol apenas uma delas. Chegando próximo ao fim do jogo, Thiago Galhardo novamente fez o único gol vascaíno. Terminando com a vitória em 1 a 0 para o Vasco, mas a eliminação não foi evitada. Neste confronto Thiago Galhardo deu uma prévia da importância que viria a ter no time do Vasco.

Campanha na Copa Sul-Americana: 2 jogos, 1 vitória e 1 derrota – um aproveitamento de 50%. Foram 2 gols feitos e 3 gols sofridos.

Artilheiro na competição: Thiago Galhardo com 2 gols.

Campeonato Brasileiro

O Vasco começou a competição bem, o time de Zé Ricardo somou 8 pontos nas quatro primeiras rodadas, chegando a entrar no G4. Na rodada seguinte uma derrota para o Vitória em São Januário, essa pontuação perdida fez falta mais à frente na competição. Após mais uma derrota em casa, desta vez para o Botafogo, Zé Ricardo pediu demissão e deixou o comando técnico do Vasco. É importante lembrar que da 1ª até a 9ª rodada do Brasileirão, o Cruz-Maltino também perdeu partidas na Libertadores e Copa do Brasil. Valdir Bigode comandou a equipe por duas partidas como interino e mostrou interesse em continuar no comando do clube.

O atual diretor-executivo do Vasco, Alexandre Faria afirmou que o clube tem planos para Valdir Bigode (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Jorginho pediu demissão do Ceará e foi contratado para ser o novo técnico do Vasco. O técnico ficou durante toda a parada da Copa. Após três derrotas consecutivas para Corinthians, São Paulo e Palmeiras, Jorginho foi demitido do cargo de treinador do clube. Foram apenas 7 pontos conquistados na competição durante sua segunda passagem. Valdir Bigode assumiu interinamente mais uma vez, conquistando um empate em 1 a 1 com o Ceará, 0 a 0 com o Atlético-MG e uma vitória por 3 a 1 na Chapecoense.

O Gigante da Colina optou por ir atrás de um novo técnico e contratou Alberto Valentim.  O time de Valentim fez boas partidas contra as equipes consideradas grandes, contra Cruzeiro, Fluminense e São Paulo, o Vasco saiu vitorioso. Mas a equipe deixou de ganhar pontos importantes contra equipes que estavam na briga contra o rebaixamento, as derrotas para América Mineiro, Vitória e Sport, e o empate com o lanterna da competição durante 29 das 38 rodadas, o Paraná. Além dos gols sofridos em falhas defensivas, contra Grêmio e Atlético Paranaense no fim de jogo que fizeram com que o Cruz-Maltino perdesse pontos importantes, e chegasse a última rodada precisando de um empate no Castelão para não ser rebaixado, enfrentando um Ceará que com uma vitória se garantia na Copa Sul-Americana 2019.

No apito final do árbitro, o alívio dos torcedores vascaínos (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

O vexame de um 4º rebaixamento foi evitado. Os cearenses dominaram o primeiro tempo, já no segundo tempo o Vasco conseguiu equilibrar a partida e desperdiçou as chances criadas, a mais clara com Marrony que ficou cara a cara com o goleiro Éverson, que saiu bem do gol e fez uma excelente de defesa. Porém a Chapecoense e o Sport venciam seus jogos, o que para o Vasco significava não tomar gol. Por fim a equipe conseguiu segurar o 0 a 0 e se garantiu na Série A de 2019.

Campanha no Brasileirão: 38 jogos, 10 vitórias, 13 empates e 15 derrotas – um aproveitamento de 37,71%. Foram 41 gols feitos e 48 gols sofridos.

Artilheiro na competição: Yago Pikachu com 10 gols.

Números da Temporada

Total: 67 jogos, 24 vitórias, 17 empates e 26 derrotas – um aproveitamento de 44,27%. Foram 86 gols feitos e 91 gols sofridos.

Em um time com problemas ofensivos, Yago Pikachu, lateral-direito de origem, foi um dos destaques do Vasco no ano (Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br)

Artilheiro na temporada: Yago Pikachu com 19 gols.

Maior goleada aplicada: Vasco 4 x 0 Jorge Wilstermann

Maior goleada sofrida: Vasco 0 x 4 Cruzeiro / Jorge Wilstermann 4 x 0 Vasco / Racing 4 x 0 Vasco

Zé Ricardo como técnico: 34 jogos, 15 vitórias, 6 empates e 13 derrotas – um aproveitamento de 50%. Foram 53 gols feitos e 47 gols sofridos.

Valdir Bigode como técnico (interino): 4 jogos, 1 vitória e 3 empates – um aproveitamento de 58,33%. Foram 5 gols feitos e 3 gols sofridos.

Jorginho como técnico: 10 jogos, 4 vitórias, 1 empate e 5 derrotas – um aproveitamento de 43,33%. Foram 12 gols feitos e 15 gols sofridos.

Alberto Valentim como técnico: 19 jogos, 4 vitórias, 7 empates e 8 derrotas – um aproveitamento de 33,33%. Foram 16 gols feitos e 18 gols sofridos.

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